Carta para a adolescente que já fui – Revista Mães que Escrevem

Sei que você traz muita intensidade no peito, o que se desdobra em sonhos, amores, imediatismo, planos, e um pouco de irresponsabilidade também. Essa forma de sentir, pensar e agir é o que te torna única e inigualável. Trata-se da fundação sobre a qual você vai construir sua identidade.

Nunca deixe que tem convençam de que isso é um defeito a ser corrigido. Não permita que te meçam por réguas que não são a sua, nem que tentem te encaixar em formas pré-concebidas que não comportam sua grandeza. Estabeleça barreiras, limites e distância segura para resguardar o que te é mais valioso: você mesma.

Continue vivenciando seus ciclos. Se permitindo transbordar até se esvaziar, para logo em seguida voltar a se preencher. Não tente domar esse instinto. Contenção e controle não são o caminho para sua felicidade, ainda que possam parecer funcionar bem para outras pessoas.

Seja você mesma em sua plenitude, ainda que seja necessário se impor para tal. Nem todos entenderão sua forma de existir, e nem é necessário que tentem. Basta que você mesma se enxergue, se respeite e se compreenda. Em vez de gastar energia para quebrar regras, elabore suas próprias regras.

Seu caminho só pode ser trilhado por você mesma, então não deixe que tentem assumir o protagonismo da sua vida. Use sua inteligência para traçar seus próprios planos, buscando alcançar seus sonhos. Acredite neles e não se force a sonhar pequeno. Busque sua felicidade porque estou de prova que você pode sim alcançá-la, que isso não é um delírio louco.

Lembre-se sempre: onde não puderes se amar, não te demores.

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